A vistoria...

domingo, 13 de dezembro de 2009



Sexta-feira, dia de sol, quase fim de semana e aquele sentimento gostoso de "amanhã estou de folga" dominando o meu coraçãozinho! Hora do almoço, eu e mais um bando de mulheres voltando para casa, deixo cada uma em sua casa e vou para a casa dos meus pais, comer um abençoado feijão com arroz... amo feijão com arroz! Nisso desço do meu júnior (sim, o carro se chama júnior e eu sou apaixonada por ele) e resolvo olhar para a frente dele, não sei porque... e eis que percebo, arregalando os olhos - que praticamente saltaram das órbitas - que tinha uma lâmina de faca, dessas de cozinha, saindo de dentro do meu carro. Imaginem o ridículo da cena, eu, passeando pela cidade com o meu júnior, com uma faca saindo bem no meio do capô do carro... pe la mor!

Pensei que tinha sido sacanagem de alguém, até levei um susto, mas quando fui tentar tirar a faca e ela não saiu foi que notei que alguém colocou ela la com o capô aberto... e fechou com a faca lá dentro. Aí a massa cinzenta funcionou e eu lembrei que o carro tinha passado por vistoria no dia anterior. A faca foi esquecida lá dentro e, com a trepidação de andar com o carro, a lamina acabou saindo e apareceu (ainda bem, senao eu acho que demoraria pra eu encontrar isso).

Eu já falei que sou apaixonada pelo meu carro? Pois é... depois que notei a faca enfiada, notei também, junto com o meu pai, que o capô do carro tinha entortado e se desregulado por causa da proeza do imbecil que fez a vistoria... aí sim, aí já era! Eu até admitiria a faca, a distração, mas entortar o meu júnior? Minhas alma, parecia um bichinho enjaulado e surtado! Sapateando de um lado pra outro na casa deles, esperando a hora de ir lá no despachante e na delegacia elogiar o serviço prestado... meu pai, do alto de sua sabedoria me pergunta: "Lu, oque adianta você ficar reclamando aqui com a gente?". E eu respondo: "Pai, se eu não reclamar aqui com vocês e liberar um pouco dessa raiva, por Deus que eu entro naquela delegacia chutando todos os traseiros e deitando o cabelo, me deixa reclamarrrrrrr!!!".

Enfim, reclamei no despachante (algo como "eu não sei quem fez, não sei como, só sei que alguém vai pagar e eu vou sair daqui com o meu carro do jeito que era quando vocês foram buscar...), reclamei na delegacia  (porque a responsabilidade no fim das contas foi do sujeito que fez a vistoria e não do pessoal do despachante) e reclamei na FIAT também (mas aí foi só contando pro moço o acontecido). O rapaz arrumou o carro e nem me cobrou, foi muito bacana! Meu pai depois me perguntou de que adiantou me estressar tanto e eu respondi que em menos de uma hora eu estava com o carro arrumado e tudo acertado. Sim, eu ainda acredito que, nesse país, se você não levanta um pouco a voz e cobra os seus direitos, você ainda paga pela merda que outras pessoas fizeram... eu falo mesmo, cobro mesmo, reclamo mesmo. Não com grossura e nem faltando com respeito a ninguém, mas reclamo! O carro é meu, sou eu que pago e a vistoria não é feita pra demolir com o carro das pessoas... ou é?

Só me faltava ter que levar trosoba, sorrir e ainda agradecer o vivente pela cagada que ele fez... tenha a santa paciência!!!!




Devaneios...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Se eu dissesse que lembrei de você hoje porque vi um carro, porque abri a janela do meu quarto e vi a sua antiga casa ou por qualquer outra coisa, estaria mentindo. A verdade é que eu nunca te esqueço. A verdade é que tudo me traz você, tudo me lembra você. A verdade é que a sua ausência tem me perturbado, enquanto eu ainda tento entender o que é isso que sinto, nessa mistura de admiração, amizade, afinidade e amor. É, eu amadureci em muitas coisas, gafanhoto, mas o fato é que ainda sou um tanto confusa em algumas... você me conhece! Enfim, no fundo escrevo porque é sábado e eu queria ver você ali no sofá da sala, assistindo mais um daqueles filmes bobos que você deve achar um saco, mas ali, aqui, comigo. Paciência é algo que aprendi com os anos. Dessa vez eu vou ficar aqui quietinha e esperar o tempo, esperar que você venha, esperar que eu possa dizer a metade ou todas as coisas que eu ainda não entendo. Você sempre foi meu anjo da guarda, meu amigo, meu "ser indefinido" e eu sei que você vai me ajudar a esclarecer essa bagunça que fica toda vez que eu penso em você...


So, please... come home for Christmas! I'll be right here, waiting for you...

Impossibilidade...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009



Hoje a palavra de ordem foi "impossibilidade"! Um daqueles dias em que tudo o que você sonha, busca, deseja parece tão distante quanto a lua do mar. Um daqueles dias em que a rotina parece tão massacrante e imutável, em que tudo o que se quer é fugir e nem olhar mais para trás, sem bagagem, sem obrigações nem explicações. Mas é impossível fugir de si mesmo. Impossível arrancar o que se tem por dentro. Impossível esquecer. E a impossibilidade do ter dói. A solidão é quase paupável nesses dias, dias sem cor, sem gosto, sem nada. Só o silêncio e o eco dos meus pensamentos incessantes. Pensamentos que invariavelmente voam até você...


E você também sempre me faz bem! Quero caminhos que se encontram e não que se afastam... Eu queria não querer, mas quero! Hoje eu queria aquele seu abraço forte...


P.S.: Mudando o layout mais uma vez, só porque mudanças são sempre necessárias, ainda mais quando a gente enjoa da cara do blog! Eu adorei esse, mais leve, mais bonito, mais claro! Espero q gostem. Beijos a todos que passam por aqui e desculpem minha ausência, é pura falta de tempo mesmo...


Imagem: Deviant Art

Das coisas que não se escrevem...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009



Esse é o tipo de texto que eu não deveria escrever. Aquele tipo que contém coisas que a gente nunca deveria dizer. Coisas que são proibidas. Coisas que a gente pensa e deve apagar. Coisas que a gente sente e não deve falar. Mas você me conhece e você sabe que eu falo. Eu erro muito por falar demais, mas também erro por não falar. Então existem coisas que eu não sei se devem ser ditas ou guardadas, esquecidas ou alimentadas. Existem coisas que me confundem tanto que eu me perco nesse mar de pensamento.

A razão... Sempre usei a razão para matar muito do que já senti na vida. Naquela noite você falou sobre o escolher, sobre parar de procurar por coisas que não existem. Naquela noite eu percebi o tanto de pessoas lindas que eu já vi passar na minha vida e eu não soube deixar entrar. Porque eu procurava por um tipo de amor que eu nem sei se existe! Porque eu procurava por um nem-sei-eu-o-que, que obviamente não encontrei. Porque eu queria amor, mas procurava pela paixão! É perigoso se abrir, perigoso deixar alguém entrar porque pode doer. Acho que tive tanto medo que nunca deixei isso acontecer. Sempre deixei as pessoas perto, mas à margem. Perto, mas nunca dentro. Medo. Medo de me envolver, medo de precisar, medo de mostrar o lado mais suave que no fundo é tudo o que sou, mas que é difícil mostrar porque o mundo é bem mais duro e pesado que isso.

Naquela noite falamos sobre tanta coisa, muitas delas me fizeram pensar. Muito do que fui, muito do que sou, muito do que ainda quero ser. E ter você perto de mim naquela noite me confundiu. É como se há muitos anos eu não te visse, talvez como se eu nunca tivesse te visto nessa vida toda... E naquela noite eu não queria te deixar ir! Queria que você ficasse. Queria ter tido coragem pra falar isso, mas só pensei. Eu nem sei bem o que é que eu queria. Só queria ficar perto. E isso é tão confuso...

Então me diz... Diz pra mim que você é só meu amigo, que eu estou confusa, que vai passar, que é só carência, solidão ou qualquer puta-que-pariu do tipo. Explica pra mim, me ajuda a entender, fala que eu vou conhecer alguém e blábláblá, sei lá, inventa! Sempre fomos tão amigos e você sempre me entendeu um pouco mais do que o resto do mundo. Então diz pra mim que é loucura, que é fase, que as coisas vão voltar para o seu lugar...

Ou então chega aqui perto e me abraça como você sempre fez. Daquele jeito que parece que o mundo cabe no meio dos seus braços. Eu sempre sorrio quando você está por perto, adoro o fato de que você sempre ri quando está comigo! E somos tão parecidos, e sempre estivemos juntos de uma forma ou de outra. Você sempre me aceitou, entendeu e amou do jeito que eu sou, sem julgamentos, sem cobranças, sem mágoas... Você sabe, eu sou tão inteligente para umas coisas e tão lenta para essas do coração. Não foi o vinho! Não foi carência! Não sei o que foi. Mas foi! Alguma coisa abriu meus olhos e eu não sei mais se consigo fecha-los novamente. Eu não sei o que fazer com isso, mas de qualquer forma fico feliz. Feliz por ter enxergado, feliz por alguma coisa mudar aqui dentro, feliz por ter te falado, mesmo que não tenha sido olhando nos seus olhos castanhos.

Você é lindo! Lindo demais! E único. Especial. E tudo o que eu sempre procurei estava tão mais perto do que eu sempre pensei. Queria que você tivesse tido coragem. Queria ter tido coragem. Queria tanta coisa que eu não sei mais se posso ou não posso querer, mas quero. Como evitar?

Como eu disse, é o tipo de coisa que não se escreve, que não se diz, o tipo de coisas que você guarda pra sempre e leva com você quando se for dessa vida. Talvez o tipo de coisa que não se tenha o direito de dizer. Mas eu sou eu, e escrevo porque preciso entender e preciso que a sua razão me ajude. Então por favor, me perdoe por escrever, me perdoe por isso, e por tudo mais que eu tiver feito de errado, você sabe, eu sempre me atrapalho!

Lembre-se sempre que eu amo você, "gafanhoto"!

Eu pensei muito sobre o escrever ou não, dizer ou não, acabei decidindo por parar de pensar e simplesmente fazer alguma coisa. O não fazer é sempre a escolha. Esperar passar, calar. Cansei dessa escolha. Então eu falo, demonstro, espero... não sei por que, nem para que, nem o que, mas falo... Mesmo que eu também não entenda!

 

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